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A Jornada do Código: 10 passos que as empresas utilizam para colocar código em produção com segurança

O pipeline de CI/CD é o motor de uma empresa de software de alta velocidade. Transforma o ato de "entregar código" de um processo manual e stressante num ritual fiável e automatizado. Ao implementar estes 10 passos, as empresas constroem confiança no seu código e ganham a segurança para lançar novas atualizações várias vezes por dia, em vez de apenas uma vez por mês.

O seu pipeline de releases está a abrandar a sua equipa de desenvolvimento? Ajudamos empresas a otimizar a sua infraestrutura de CI/CD para alcançar implementações mais rápidas e seguras. Contacte-nos hoje para uma avaliação do pipeline de DevOps!

22

mar.

Judinilson Monchacha

Diretor de Tecnologia

Judinilson Monchacha

Diretor de Tecnologia

Judinilson Monchacha

Diretor de Tecnologia

Já se perguntou o que acontece no intervalo entre um programador escrever uma linha de código e esse código estar em produção para milhões de utilizadores? Não é magia; é um processo cuidadosamente orquestrado conhecido como Pipeline de CI/CD (Integração Contínua/Implementação Contínua).

As empresas de software modernas usam este fluxo de trabalho estruturado e automatizado para garantir que novas funcionalidades são entregues rapidamente, de forma fiável e sem comprometer o sistema. Este pipeline integra metodologias Agile com rigorosas práticas DevOps.

Aqui está uma descrição em 10 passos de como equipas de engenharia de alto desempenho movem código de uma ideia simples para um produto em produção.

Fase 1: Planeamento e Desenvolvimento (Passos 1-3)

A jornada começa muito antes de a primeira linha de código ser escrita, assente na colaboração e na recolha de requisitos.

  • Passo 1: Definir o Requisito: O Product Owner (PO) inicia o processo criando User Stories detalhadas. Estas histórias capturam as necessidades dos clientes e os objetivos de negócio, fornecendo a base para todo o trabalho de desenvolvimento.

  • Passo 2: Planeamento da Sprint: A equipa de desenvolvimento seleciona estas user stories do backlog e compromete-as para uma Sprint de duração fixa, tipicamente um ciclo de duas semanas. Este compromisso define o trabalho a entregar.

  • Passo 3: Commit de Código: Os programadores escrevem o código e fazem commit das suas alterações no Repositório de Código centralizado, como o Git. Este commit funciona como o ponto de acionamento para a Integração Contínua (CI), iniciando o processo de automação.

Fase 2: Integração Contínua e Controlos Automatizados (Passos 4-5)

Assim que o código é submetido, a automação assume o controlo. Esta fase foca-se em compilar, testar e verificar a qualidade do novo código sem intervenção humana.

  • Passo 4: Build Automatizada & Verificação de Qualidade: Um Servidor de CI (como Jenkins ou GitHub Actions) aciona automaticamente a build do software. O código-fonte deve passar de imediato por controlos automatizados críticos:

    • Os Testes Unitários têm de ser bem-sucedidos.

    • Tem de ser atingido um Limite de Cobertura de Código pré-definido.

    • Ferramentas de análise estática como o SonarQube verificam vulnerabilidades de segurança e code smells.

  • Passo 5: Armazenar e Implementar em Dev: Se a build passar com sucesso por todos os controlos de qualidade, o artefacto compilado é armazenado num Repositório de Artefactos centralizado (por exemplo, Artifactory). Em seguida, é automaticamente implementado no Ambiente de Dev de baixa fidelidade para verificação inicial.


Fase 3: Testes e Garantia de Qualidade (Passos 6-8)

Antes de o código poder ser exposto aos clientes, tem de passar por testes rigorosos, humanos e automatizados, em ambientes dedicados e isolados.

  • Passo 6: Implementação Paralela de Funcionalidades: Para evitar conflitos, funcionalidades de diferentes equipas de desenvolvimento precisam frequentemente de ser testadas de forma independente. O código é implementado em ambientes de teste separados e dedicados, como QA1 e QA2, garantindo a segregação de ambientes.

  • Passo 7: Testes Rigorosos de QA: A Equipa de QA executa uma bateria formal de testes. Isto inclui Testes Funcionais (verificar o comportamento da funcionalidade), Testes de Regressão (garantir que funcionalidades antigas não foram afetadas) e Testes de Desempenho (verificar se o sistema suporta a carga esperada).

  • Passo 8: UAT (Testes de Aceitação do Utilizador): Assim que a equipa de QA valida a build, esta é promovida para o Ambiente de UAT. Aqui, as partes interessadas principais e utilizadores de negócio selecionados testam a funcionalidade num contexto semelhante à produção para confirmar que cumpre os requisitos de negócio originais e as necessidades dos utilizadores.

Fase 4: Implementação e Monitorização (Passos 9-10)

As etapas finais envolvem a transição do código validado para o ambiente real e a monitorização do seu desempenho e estabilidade em tempo real.

  • Passo 9: Implementação em Produção: Se o UAT for bem-sucedido, a build é designada como Candidata a Release. A equipa de DevOps ou SRE implementa a candidata no Ambiente de Produção, muitas vezes recorrendo a estratégias de baixo risco como Blue/Green ou Canary Deployments para minimizar o tempo de indisponibilidade e reverter rapidamente caso surjam problemas.

  • Passo 10: Monitorização em Produção: A equipa de SRE (Engenharia de Fiabilidade de Sites) é responsável pela aplicação em produção. Monitoriza continuamente o sistema usando dashboards, sistemas de alerta e ferramentas de observabilidade para acompanhar métricas-chave como latência, taxas de erro e utilização de recursos, garantindo estabilidade e desempenho a longo prazo.

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